Abrir caminho: o existente e o efêmero como hipótese pós-desastre (2024)
- Authors:
- Autor USP: SANTOS, GABRIELA ROCHA DOS - FAU
- Unidade: FAU
- Subjects: DESASTRES NATURAIS; ARQUITETURA; ABRIGOS PARA DEFESA CIVIL
- Language: Português
- Abstract: A memória de uma cidade está em constante transformação, “O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer: A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tentar saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.” IÍtalo Calvino. As Cidades Invisíveis. em virtude da maneira como seus habitantes interagem com o ambiente. Desastres naturais, cada vez mais frequentes, podem resultar em uma total reconfiguração não só do traçado urbano, mas também das relações sociais. Reconhecendo essas mudanças, o cenário pós-desastre se anuncia: a população atingida busca rapidamente por abrigos temporários, todavia, devido à falta de planejamento de provisão adequada de moradias, esse deslocamento é feito para outros edifícios existentes, como escolas e ginásios. Refletindo sobre os recentes acontecimentos climáticos, especialmente no litoral norte de São Paulo, o projeto propõe uma ocupação no contexto pós-desastre, explorando esses espaços já ocupados anteriormente. Ao reconhecer esses elementos como fundamentais na vida diária urbana, tornando-os assim integrantes de sua memória, o projeto os incorpora e restitui à comunidade. Assumindo uma estrutura efêmera como linguagem, o projeto busca intervir de forma leve na criação de espaços que ora existem, ora são desfeitos, fluídos, contribuem naquele momento para a memória e sobrevivência daqueles que a ocupam. Nesse sentido, manifesta uma vontade poética de transformar a realidade local à medida que busca requalificar um espaço já utilizado como abrigo, por vezes demaneira precária, o tornando aberto às mais diversas formas de uso flexível do lugar. Intervir, portanto, no vazio, que não é vazio, que é lazer, recreação, e educação quando não se está diante de uma emergência. palavras-chave arquitetura efêmera. desastres naturais. abrigo emergencial. intervenção. existente. 6 Diante desse cenário, as três escalas correspondem atividades essenciais em projeto, torna-se indispensável o exercício de pensar o móvel, assim como a unidade do dormitório, e o convívio entre os indivíduos, como quem abre caminho na cidade.
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ABNT
SANTOS, Gabriela Rocha dos. Abrir caminho: o existente e o efêmero como hipótese pós-desastre. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://bdta.abcd.usp.br/directbitstream/af1b7542-1713-4ce5-a9d9-dd88f125fbd2/TFG_Gabriela-Rocha_2024_1.pdf. Acesso em: 21 jan. 2026. -
APA
Santos, G. R. dos. (2024). Abrir caminho: o existente e o efêmero como hipótese pós-desastre (Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://bdta.abcd.usp.br/directbitstream/af1b7542-1713-4ce5-a9d9-dd88f125fbd2/TFG_Gabriela-Rocha_2024_1.pdf -
NLM
Santos GR dos. Abrir caminho: o existente e o efêmero como hipótese pós-desastre [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 21 ] Available from: https://bdta.abcd.usp.br/directbitstream/af1b7542-1713-4ce5-a9d9-dd88f125fbd2/TFG_Gabriela-Rocha_2024_1.pdf -
Vancouver
Santos GR dos. Abrir caminho: o existente e o efêmero como hipótese pós-desastre [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 21 ] Available from: https://bdta.abcd.usp.br/directbitstream/af1b7542-1713-4ce5-a9d9-dd88f125fbd2/TFG_Gabriela-Rocha_2024_1.pdf
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