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Tratamento e profilaxia de enxaqueca no Brasil: cenário atual e novas perspectivas (2019)

  • Autores:
  • Autor USP: NACAZUME, JÉSSICA - FCF
  • Unidade: FCF
  • Assuntos: ENXAQUECA; PREVENÇÃO DE DOENÇAS; PERSPECTIVA
  • Idioma: Português
  • Resumo: Introdução: A enxaqueca consiste em cefaleias acompanhadas de alterações sensoriais, que podem ocorrer de forma episódica ou crônica. É considerada a sexta maior causa específica de incapacidade no mundo, mas, apesar do impacto na qualidade de vida e nos custos gerados para a sociedade, a doença permanece subestimada, com tratamentos antigos, inespecíficos, de eficácia mediana e frequentes efeitos adversos. Este trabalho se propõe a avaliar o cenário de tratamento e profilaxia da enxaqueca no Brasil e as perspectivas mediante a aprovação dos novos tratamentos profiláticos específicos. Objetivos: Descrição do cenário brasileiro atual de tratamento e profilaxia da enxaqueca, perspectivas terapêuticas, e discussão acerca dos potenciais desafios que os novos tratamentos profilático com imunobiológicos terão no Brasil. Material e Métodos: Buscou-se nas bases de dados MEDLINE (via PubMed), SciELO e BVS Salud artigos publicados nos últimos 10 anos acerca do tratamento e custos da enxaqueca no Brasil e nos últimos 5 anos acerca de perspectivas terapêuticas, além de consulta a sites de sociedades médicas, dados do DataSUS e anais de congressos. Resultados: No Brasil, as únicas diretrizes para o manejo da enxaqueca são as recomendações da Sociedade Brasileira de Cefaleia, não havendo protocolos próprios do Ministério da Saúde. O tratamento da crise pode ser feito com triptanos (específicos e mais potentes) ou com medicamentos não específicos. Na prática clínica, a minoria dos pacientes usa triptanos para alívio agudo da crise. O tratamento profilático não é feito de forma padronizada no país, sendo que 30% e 10% de pacientes públicos e privados, respectivamente, nem recebem a prescrição. Os medicamentos profiláticos mais usados são antidepressivos, bloqueadores de canais de cálcio, betabloqueadores eantiepilépticos. Pacientes com enxaqueca crônica tem apenas duas opções preventivas recomendadas: topiramato e toxina onabotulínica. Com o avanço no entendimento da fisiopatologia da enxaqueca, houve o desenvolvimento de terapias mais alvo seletivas, como os anticorpos monoclonais direcionados para o CGRP ou seu receptor para prevenção de enxaqueca episódica ou crônica. Embora haja evidências de bom perfil de eficácia, segurança e tolerabilidade, as recomendações internacionais limitaram o uso dessas terapias a pacientes com falha terapêutica anterior, pois, apesar do seu potencial para primeira linha, o custo é muito alto. Por outro lado, a enxaqueca também gera custos com uso recorrente de exames dispendiosos, além de ônus devido ao absenteísmo e perda de produtividade no trabalho (estimado em R$ 23,3 bilhões anuais). Conclusão: A enxaqueca é um distúrbio neurológico de impacto econômico e societal relevante. Na prática clínica brasileira, muitos pacientes ainda se tratam com analgésicos simples e anti-inflamatórios não esteroidais, a prescrição de profilaxia não é feita de forma padronizada e o manejo não é ideal. Os tratamentos preventivos imunobiológicos, mais específicos, devem estar disponíveis no Brasil a partir do ano que vem, porém, enfrentarão dificuldades de acesso, pois tem custo significativamente maior do que as terapias disponíveis. Uma possível incorporação no sistema de saúde público ou privado dependeria de negociações comerciais, análises farmacoeconômicas e evidências de efetividade em mundo real, para garantir o melhor tratamento aos pacientes de forma custo-efetiva
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    • ABNT

      NACAZUME, Jéssica. Tratamento e profilaxia de enxaqueca no Brasil: cenário atual e novas perspectivas. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019. Disponível em: https://bdta.abcd.usp.br/directbitstream/0cf7d42a-add6-4312-afaa-3ac74b9e58e6/3053494.pdf. Acesso em: 23 abr. 2024.
    • APA

      Nacazume, J. (2019). Tratamento e profilaxia de enxaqueca no Brasil: cenário atual e novas perspectivas (Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://bdta.abcd.usp.br/directbitstream/0cf7d42a-add6-4312-afaa-3ac74b9e58e6/3053494.pdf
    • NLM

      Nacazume J. Tratamento e profilaxia de enxaqueca no Brasil: cenário atual e novas perspectivas [Internet]. 2019 ;[citado 2024 abr. 23 ] Available from: https://bdta.abcd.usp.br/directbitstream/0cf7d42a-add6-4312-afaa-3ac74b9e58e6/3053494.pdf
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      Nacazume J. Tratamento e profilaxia de enxaqueca no Brasil: cenário atual e novas perspectivas [Internet]. 2019 ;[citado 2024 abr. 23 ] Available from: https://bdta.abcd.usp.br/directbitstream/0cf7d42a-add6-4312-afaa-3ac74b9e58e6/3053494.pdf

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