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Rochas vulcanoclásticas e magmaclastos associadas à mina de diamantes de Romaria (MG), Província ígnea do Alto Paranaíba: fontes primárias lamproíticas? (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: SANTO, ANTONIO VITOR BRAGA DO ESPIRITO - IGC
  • Unidade: IGC
  • DOI: 10.11606/003235304
  • Subjects: DIAMANTE; PETROGRAFIA
  • Agências de fomento:
  • Language: Português
  • Abstract: A mina de diamantes de Romaria (MG) é um dos depósitos mais antigos da Província Ígnea do Alto Paranaíba e tem sido objeto de extensos estudos sobre a presença de minerais indicadores de atividade kimberlítica e lamproítica. Em estudos anteriores, a afinidade da rocha atribuída como fonte primária dos diamantes do depósito de Romaria passou por diversas classificações: brechas ou conglomerados associados às formações Marília e Uberaba, passando por brecha vulcanoclástica associada à rocha kimberlítica alterada e, em pesquisas recentes, às brechas de depósitos vulcanoclásticos proximais retrabalhados, sobrepondo as rochas da Formação Botucatu, apresentando minerais como turmalina dravítica e ilmenitas ricas em Mn e Mg de possível origem lamproítica. O presente estudo analisa, pela primeira vez, magmaclastos de amostras de furos de sondagem de Romaria, utilizando técnicas de microscopia petrográfica, fluorescência de raios X e difração de raios X, a fim de caracterizar a afinidade do corpo vulcanoclástico de Romaria. As amostras recuperadas dos antigos furos de sondagem revelaram uma elevada quantidade de magmaclastos, especialmente em níveis mais profundos (> -300 m), com uma concentração modal de aproximadamente 25-35% desses fragmentos, e uma profunda alteração pervasiva no corpo. As observações petrográficas indicam que os magmaclastos em Romaria possuem formas variadas, de ameboides a regulares, com margens bem definidas, e dimensões entre 0,25 mm e 2 cm. O material intermagmaclastos é composto por massa criptocristalina contendo serpentina e carbonatos, além de argilominerais formados por alteração intempérica. Os centros dos magmaclastos são dominados por microcristais de olivinas (pseudomorfos) e/ou flogopitas, com uma abundância modal de 20% a 35% de microcristais. Geoquímicamente, os magmaclastos de Romaria apresentam teores de SiO2, Al2O3, K2O e Na2O superiores e MgO inferior à de kimberlitosarquétipos. Estes magmaclastos apresentam, segundo esses teores, afinidade composicional similar aos olivina lamproítos ricos em CO2 (orangeítos). Análises por difração de raios X confirmam, também, a presença significativa de flogopita e clinopiroxênio, minerais associados à matriz de lamproítos, como fases minerais principais desta rocha. Assim, as evidências coligidas de petrografia, geoquímica e mineralogia por difração de raios X dos magmaclastos e de rocha total permitem inferir que a origem dos diamantes encontrados na mina de Romaria seria associada a conduto lamproítico. Este estudo não apenas aprimora nossa compreensão da gênese e alocação das rochas na mina, mas também pode ter implicações significativas para futuras pesquisas e exploração em depósitos similares.
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    Informações sobre o DOI: 10.11606/003235304 (Fonte: oaDOI API)
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    • ABNT

      ESPÍRITO SANTO, Antônio Vitor Braga do. Rochas vulcanoclásticas e magmaclastos associadas à mina de diamantes de Romaria (MG), Província ígnea do Alto Paranaíba: fontes primárias lamproíticas?. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.11606/003235304. Acesso em: 14 jan. 2026.
    • APA

      Espírito Santo, A. V. B. do. (2024). Rochas vulcanoclásticas e magmaclastos associadas à mina de diamantes de Romaria (MG), Província ígnea do Alto Paranaíba: fontes primárias lamproíticas? (Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/003235304
    • NLM

      Espírito Santo AVB do. Rochas vulcanoclásticas e magmaclastos associadas à mina de diamantes de Romaria (MG), Província ígnea do Alto Paranaíba: fontes primárias lamproíticas? [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 14 ] Available from: https://doi.org/10.11606/003235304
    • Vancouver

      Espírito Santo AVB do. Rochas vulcanoclásticas e magmaclastos associadas à mina de diamantes de Romaria (MG), Província ígnea do Alto Paranaíba: fontes primárias lamproíticas? [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 14 ] Available from: https://doi.org/10.11606/003235304

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