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Equivalência atualística entre o Cretáceo da Bacia do Araripe e o Último Máximo Glacial do Brasil: possíveis similaridades florísticas, fisionômicas e paleoclimáticas (2024)

  • Authors:
  • Autor USP: DUARTE, DANILO DOS SANTOS - IGC
  • Unidade: IGC
  • DOI: 10.11606/003232485
  • Subjects: CRETÁCEO; ÚLTIMO MÁXIMO GLACIAL; PALEOCLIMATOLOGIA; PALEOPALINOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: O Período Cretáceo (145,5 - 65,5 Ma) é classicamente interpretado como uma extensa fase de clima árido, que permitiu a expansão de grandes desertos pelo continente sul-americano. No entanto, esta interpretação é contestada por assinaturas palinológicas encontradas no Norte e Nordeste do Brasil, onde são identificados grãos de pólen de táxons como Aracauriacites, Cyathidites e Cicatricosisporites, indicadores de florestas ombrófilas mistas e florestas tropicais úmidas. Dessa forma, discute-se a ocorrência de fases de climas mais úmidos no Cretáceo da Bacia do Araripe, intercalada com uma fase evaporítica sob clima árido, sugerindo um novo cenário climático e vegetacional. Essa abordagem é baseada em analogias com ecossistemas úmidos modernos, moldados por forçantes climáticas, relativamente bem conhecidas no Quaternário como a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). Esta pesquisa estabelece correlações entre as condições climáticas do Cretáceo do Nordeste do Brasil e do Último Máximo Glacial (UMG), através, de análises palinológicas de sedimentos da Formação Romualdo e dados palinológicos de 10 trabalhos da literatura científica realizados em diferentes localidades do Brasil. Para isso, foram analisadas 32 amostras, sendo 16 amostras do perfil Serra da Mãozinha e 16 amostras do perfil Sobradinho da Formação Romualdo. Os resultados mostram o espectro esporopolínico da Fm. Romualdo constituído por 90 táxons, sendo 46 provenientes de gimnospermas, 11 de angiospermas, e 33 correspondentes a esporos de pteridófitas/briófitas. Dentre estes, 12 gêneros possuem afinidades botânicas no UMG, indicando a Equivalência Atualística destes elementos. A analogia entre as fases úmidas do Cretáceo e o UMG é corroborada por dados estatísticos a partir de análise PCA, que demonstra a similaridade entre os espectros esporopolinicos analisados. Desta forma, nota-se que momentos úmidos durante o Eocretáceo,possibilitaram um clima mais frio em altitude, simultânea à presença de regiões mais secas, que possuem uma similaridade florística, fisionômica e paleoclimátca com diferentes áreas do Brasil, durante o Último Máximo Glacial.
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    Informações sobre o DOI: 10.11606/003232485 (Fonte: oaDOI API)
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    • ABNT

      DUARTE, Danilo dos Santos. Equivalência atualística entre o Cretáceo da Bacia do Araripe e o Último Máximo Glacial do Brasil: possíveis similaridades florísticas, fisionômicas e paleoclimáticas. 2024. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.11606/003232485. Acesso em: 11 jan. 2026.
    • APA

      Duarte, D. dos S. (2024). Equivalência atualística entre o Cretáceo da Bacia do Araripe e o Último Máximo Glacial do Brasil: possíveis similaridades florísticas, fisionômicas e paleoclimáticas (Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação). Instituto de Geociências, Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://doi.org/10.11606/003232485
    • NLM

      Duarte D dos S. Equivalência atualística entre o Cretáceo da Bacia do Araripe e o Último Máximo Glacial do Brasil: possíveis similaridades florísticas, fisionômicas e paleoclimáticas [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 11 ] Available from: https://doi.org/10.11606/003232485
    • Vancouver

      Duarte D dos S. Equivalência atualística entre o Cretáceo da Bacia do Araripe e o Último Máximo Glacial do Brasil: possíveis similaridades florísticas, fisionômicas e paleoclimáticas [Internet]. 2024 ;[citado 2026 jan. 11 ] Available from: https://doi.org/10.11606/003232485

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